Existe uma ilusão muito própria do nosso tempo: A crença de que qualquer sofrimento, inquietação ou ansiedade pode ser resolvido se pensarmos o suficiente a respeito. Herdamos da tradição cartesiana a ideia de que somos, fundamentalmente, uma mente que habita um corpo, como se o organismo fosse apenas um veículo de transporte para uma mente razoável.
Quando o estresse surge, nossa primeira reação costuma ser intelectualizá-lo. Investigamos as causas, ponderamos os cenários futuros, remoemos o passado e tentamos construir uma solução lógica para a angústia.
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Feche os olhos somente por alguns instantes. Respire fundo. O que acontece em seguida? Certamente o silêncio não é o que se apresenta. Em vez disso, uma enxurrada de pensamentos pendentes, diálogos imaginários, cobranças sobre o futuro e ecos do passado invadem o cenário da consciência. A sensação imediata é de frustração e talvez você diga para si mesmo algo como: “Eu tento meditar, mas fico ainda mais ansioso. Minha mente não para. Isso definitivamente não é para mim.”
Se você já passou por essa experiência, saiba que você não está sozinho e, mais importante, você não está fazendo nada errado. Isso é uma impressão de muitos quando tentam meditar pela primeira vez e mesmo para pessoas que tem se esforçado em aprender, mas não encontraram boa orientação.
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Nos últimos anos tenho recebido cada vez mais alunos indicados por psiquiatras e psicólogos. A vanguarda da pesquisa científica tem comprovado como o mindfulness é um grande parceiro deste cuidado com a mente e as emoções. Além de indicações médicas, tenho visto também uma procura alta de atletas e líderes de empresas de inúmeras ramos.
Como professor eu fico feliz com o depoimento de alunos e alunas sobre a redução do estresse e o aumento do bem-estar geral, que muitas vezes já podem ser sentidas com apenas 15 minutos de uma prática de meditação bem orientada.
Porém, quais são as maiores transformações que a meditação pode nos oferecer? Até onde esta prática pode nos levar?
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